Fragil Coração






















Olá, sou Falcone,resido na cidade de Butaphurt,norte de Constine,tenho 25 anos e atualmente moro com meu marido Bernardo em um apartamento confortavel onde o sol diariamente invade a janela da sala e nos trás consigo o cheiro da maresia.


Tenho uma filha de 5 anos, Manuelle, indepedente, amorosa e esperta, assim como a mãe. Ah! e claro, linda. Fazemos tudo juntas, e compartilhamos todas nossas idéias. Ela têm o gênio forte, por isso tenho que ir com calma. Mas apesar disso, Manuelle é educada e sabe respeitar a individualidade dos outros. Sou fisioterapeuta, trabalho no Hodefi, meu marido tambêm é médico, clinico geral. A vista de todos somos a familia perfeita, aquelas que aparecem em propagandas de manteigas e leites, mas vivemos em meio a brigas,gritos e desentendimentos.


Hoje fazemos 4 anos de casados, sim, me uni a Bernardo por obrigação, já que meus pais não admitiriam ter uma filha gravida e sem um marido. No começo achei que poderia cuidar de Manuelle sozinha, mas depois percebi que precisava de ajuda financeira, estava fazendo minha faculdade e não podia parar tudo. Bernardo não é o pai biológico da Manu, ela foi consequência de uma das noites malucas em que me arrastou para uma festa e me embebedou. Mas o bê era loucamente apaixonado por mim e disse que assumiria a criança. Aceitei.O problema é que tudo virou de ponta cabeça depois que a familia dele descobriu nosso acordo. Agora vivem colocando defeito no nosso casamento, e a mãe dele perceptivelmente me odeia. Mesmo bê sendo um homem bom, é influenciavel e claro, isso trouxe conflitos para a nossa relação que ultimamente se encontra por um fio.





Duas horas da manhã e nem sinal de Bernardo, eu continuava com meu vestido preto e celular nas mãos, os saltos já haviam sido abandonados em algum canto da sala. Me levantei impaciente e fui até o quarto de Manuelle, a pequena dormia agarrada a um ursinho azul, o cobertor cobria apenas metade de seu corpo. Entrei e alisei as costa dela, pude sentir sua respiração calma, o pijama branco de bolinhas rosas dava-lhe um ar de bêbê. Puxei o cobertor até seu torax e lhe beijei o topo da cabeça. Fui até a janela, fechei a cortina lilás e apaguei o abajour, saindo em seguida do seu quarto.


Voltei para a sala e esperei por mais meia hora até o sono se fazer presente.Dormi ali mesmo. Mais uma vez Bernardo passou a noite fora.


...


- Vamos Manuelle, se levante meu amor.

- Não mamãe, só mais um pouquinho.

-Manu meu bem, você vai se atrasar. - Abri as cortinas e voltei para o banheiro para terminar minha maquiagem.

As olheiras continuavam fortes, denunciando a noite mal dormida. Olhei para a cama e vi Bernardo esparramado,senti ódio, este era o único sentimento que fluia de mim por aquele ser humano e sinceramente 'Ódio' já não era mais suficiente,talvez 'vontade de matar' fosse o que mais se aproximasse do que havia dentro de mim. Certamente meu marido havia chegado horas após eu ter dormido. Típico.

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